domingo, 18 de maio de 2014

Questões sobre o Feudalismo

TESTANDO OS SEUS CONHECIMENTOS SOBRE FEUDALISMO:

02. (FUVEST) Politicamente, o feudalismo se caracterizava pela:

a) atribuição apenas do Poder Executivo aos senhores  de terras;
b) relação direta entre posse dos feudos e soberania, fragmentando-se  o poder central;
c) relação entre a vassalagem e suserania entre mercadores e senhores feudais;
d) absoluta descentralização administrativa, com subordinação dos bispos aos senhores feudais;
e) existência de uma legislação específica a reger a vida de cada feudo.


03. 
(UNIP) O feudalismo:

a) deve ser definido como um regime político centralizado;
b) foi um sistema caracterizado pelo trabalho servil;
c) surgiu como conseqüência da crise do modo de produção asiático;
d) entrou em crise após o surgimento do comércio;
e) apresentava uma considerável mobilidade social.


04. (PUC) A característica marcante do feudalismo, sob o ponto de vista político, foi o enfraquecimento do Estado enquanto instituição, porque:

a) a inexistência de um governo central forte contribuiu para a decadência e o empobrecimento da nobreza;
b) a prática do enfeudamento acabou por ampliar os feudos, enfraquecendo o poder político dos senhores;
c) a soberania estava vinculada a laços de ordem pessoal, tais como a fidelidade e a lealdade ao suserano; 
d) a proteção pessoal dada pelo senhor feudal a seus súditos onerava-lhe as rendas;
e) a competência política para centralizar o poder, reservada ao rei, advinha da origem divina da monarquia.


05. (UNIP) Sobre o feudalismo, assinale a alternativa correta:

a) A economia era dinâmica, monetária e voltada para o mercado.
b) A sociedade era móvel, permitindo a ascensão social.
c) O poder político estava centralizado nas mãos de um monarca absolutista;
d) A mão-de-obra básica era formada por trabalhadores escravos.
e) As principais obrigações devidas pelos trabalhadores eram a corvéia e a talha.


06. (SANTA CASA) A Alta Idade Média (séculos V - XI) tem como uma de suas características singulares, que a define historicamente:

a) o desaparecimento dos reinos germânicos do Ocidente;
b) a consolidação e generalização do trabalho servil;
c) a organização das Cruzadas para combater os infiéis do Islão;
d) o desenvolvimento - com posterior centralização - do poder real;
e) o Renascimento Comercial, que reestruturou a vida econômica feudal.


07. (MACK) Marque a correspondência errada:

a) Corvéia - imposto em trabalho.
b) Talha - imposto em produtos.
c) Banalidades - imposto em produtos.
d) Vintém - imposto em produtos.
e) Mão-morta - imposto em produtos.


08. (MED. SANTOS) Quanto às relações entre suseranos e vassalos:

a) senhor e servo eram categorias semelhantes a suseranos e vassalos;
b) o servo prestava homenagem ao senhor feudal;
c) o senhor feudal concedia o benefício ao vassalo;
d) as obrigações entre vassalos e suseranos eram recíprocas;
e) o juramento de fidelidade podia ser rompido a qualquer momento.


09. (FUVEST)
"Empunhando Durandal, a cortante,
O rei tirou-a da bainha, enxugou-lhe a lâmina,
Depois cingiu-a em seu sobrinho Rolando
E então o papa a benzeu.
O rei disse-lhe docemente, rindo:
Cinjo-te com ela, desejando
Que Deus te dê coragem e ousadia,
Força, vigor e grande bravura
E grande vitória sobre os infiéis." 

(La Chanson d'Aspremont)

A que ritual medieval se refere o texto? Qual o significado desse ritual?


10. (UFRN) Os acontecimentos abaixo constituem as características principais do feudalismo, exceto:

a) Ausência de poder centralizado.
b) As cidades perdem sua função econômica.
c) Instauração da relação vassalagem / suserania.
d) Comércio internacional intenso.
e) Organização do trabalho com base na servidão.

GABARITO:


02. B03. B04. C05. E
06. B07. A08. D

09. Ao ritual em que um jovem nobre era armado cavaleiro, ritual de adubamento.

Seu significado era vincular o nobre guerreiro a uma conduta ética baseada na honra, lealdade, proteção aos
fracos e defesa do cristianismo.

10. D

sábado, 17 de maio de 2014

As Guerras Púnicas

Em sua expansão pelo Mediterrâneo ocidental, os romanos tiveram de enfrentar a supremacia de Cartago, cidade localizada no norte da África e que dominava a região no século III a.C.

Cartago era de origem fenícia e se destacava no comércio marítimo. Os ricos comerciantes cartagineses, também chamados de púnicos pelos romanos, possuíam diversas colônias em toda a costa setentrional da África, no sul da península Ibérica (área rica em minas de prata), na Sardenha, Córsega e a oeste da Sicília (ilhas ricas na produção de cereais) .

Quando Roma anexou os portos do sul da península Itálica, os interesses de Nápoles e Tarento (colônias gregas rivais de Cartago) tornaram-se interesses romanos, e a guerra passou a ser inevitável. Entre 264 a.C. e 146 a.C., três grandes guerras opuseram Roma e Cartago: as Guerras Púnicas. As forças das duas potências eram bastante equilibradas e contavam com aliados importantes. Roma dispunha de um poderoso exército; Cartago, de uma impressionante frota.

O primeiro confronto ocorreu nas áreas próximas à ilha da Sicília. Ambas disputavam o estreito de Messina, que encurtava a navegação entre os mares Jônico e Tirreno. O segundo deu-se após a conquista romana de Messina e teve como pivô as minas de prata e ferro exploradas pelos cartagineses no sul da península Ibérica. Partindo dessa região, o general cartaginês Aníbal, no comando de um numeroso exército, invadiu a península Itálica. Venceu os romanos em várias batalhas, mas preferiu, por prudência, não marchar sobre Roma. A hesitação de Aníbal foi decisiva para Cartago, pois permitiu que legiões romanas invadissem o norte da África. O general cartaginês, obrigado a retornar a Cartago, foi derrotado por Cipião Africano, em 202 a.C. Em 146 a.C., a terceira guerra púnica chegou ao fim quando os romanos liquidaram de vez o exército cartaginês no norte da África.

A conquista desses territórios provocou grandes transformações no regime de propriedade e estimulou o crescimento da escravidão no mundo romano. Com isso, um tipo de conflito passou ao primeiro plano na sociedade romana: a luta entre senhores e escravos.

A Pax Romana E o Mare Nostrum

Em 43 a.C., assumiu o poder um segundo triunvirato,formado por Otávio , Marco Antônio e lépido. Marcado por intensa rivalidade, o triunvirato terminou diante da concentração de poderes nas mãos de Otávio em 40 a.C., que recebeu do exército o título de imperador.

Para ressaltar a sua relação de parentesco com César, divinizado após a morte, e indicar que dele havia adquirido o comando do exército, Otávio incorporou a denominação César ao título de imperador. O senado confirmou seu título em 27 a.C., e acrescentou-lhe outros como Priceps ( Primeiro cidadão romano) e Augusto, título reservado aos deuses, nome pelo qual passou a ser conhecido. Findava assim a República romana.

Augusto adotou uma política defensiva. As conquistas diminuíram e Roma limitou-se à proteção das fronteiras . Começava a chamada pax augusta, também chamada de pax romana. O imperador abriu o acesso ao Senado e aos altos cargos públicos para as famílias de outras regiões da península Itálica, promoveu a construção de várias obras públicas,inclusive nas províncias, empregando muitos cidadãos desocupados.

Com Augusto, o primeiro imperador da dinastia Júlio-Claudiana( 27 a.C., 68 d.C.,), o império conheceu um período de prosperidade. O mar Mediterrâneo passou a ser chamado de Mare nostrum (nosso mar) pelos romanos, servindo de ligação entre as mais diferentes regiões do Império. Pelo mar, os romanos transportavam com segurança cargas preciosas, conduzidas posteriormente até as cidades mais distantes do litoral por uma rede de estradas.

O Mundo Romano e Sob o Domínio Etrusco

O MUNDO ROMANO

Tendo sido formada como cidade marcada pela atividade agrícola, Roma começou seu desenvolvimento a partir do domínio etrusco e do estabelecimento de uma Monarquia ;

Após a expulsão dos etruscos, os romanos formaram um tipo de governo democrático conhecido como República; (Caracterizado por uma luta entre patrícios e plebeus durante os séculos V e IV



A DIVISÃO SOCIAL NO MUNDO ROMANO 



Os Patrícios, proprietários das terras férteis, dos grandes rebanhos e das minas, exerciam o poder político no Senado, na cúria e nas magistraturas. Detinham a maior parte do butim nas guerras , davam proteção pessoal aos clientes e prestavam-lhes auxílio econômico, cedendo uma fração de suas terras para que pudessem cultivá-la com a família.

Os Clientes, camponeses em sua maioria, mantinham uma forte dependência pessoal em relação aos patrícios, apesar de serem homens livres. Davam-lhes apoio militar e político.

Os Plebeus, desempenhavam diversas atividades, como o comércio e a produção artesanal. Embora fossem homens livres, não tinham acesso ao poder político.

Os Escravos, obtidos por meio da guerra ou privados de liberdade por conta de dívidas, realizavam todo tipo de trabalho braçal e doméstico e não tinham qualquer direito político.  

A organização social, política e econômica romana tinha por base a família. O culto a um antepassado comum e o fato de viverem em povoações vizinhas uniam as famílias em clãs. Os membros eram identificados pelo mesmo nome; por exemplo, Quintis Fabius pertencia ao clã Fábia. Cada clã  tinha seus túmulos domésticos, cultos particulares e seus clientes. 

Os clãs estavam reunidos em cúrias, associações que formavam a base das assembleias de cidadãos e do exército. A cúria era presidia pelo curius  maximus, que exercia sua autoridade sobre todos os demais. Decidia sobre os casos de direito familiar, deliberava sobre as questões públicas que envolviam a população e confirmava os cargos dos funcionários que serviam à comunidade.